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Divisão Cyanophyta (algas azuis)

Conheça a divisão Cyanophyta

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Características básicas

Procarióticas;

Clorofila A;

Ficobiliproteínas (pigmentos acessórios e reserva de nitrogênio): c-ficocianina, aloficocianina (azuis), c-ficoeritrina e ficoeritrocianina (vermelhos);

Xantofilas e carotenos (grandes proporções de betacaroteno);

Glicogênio (amido das cianofíceas);

Mucopolissacarídeos (presente ne bainha de mucilagem);

Ausência de flagelos.

Diferenças de bactérias

Cyanophyta Bactérias
Clorofila a Presente Ausente
Ocomo produto final da fotossíntese Sempre Nunca
Flagelo Ausente Presente
Complexidade morfológica Grande Pequena

 

Origem

As cianofíceas representam um grupo muito antigo, tendo sido os primeiros organismos fotossintetizantes com clorofila a, que surgiram na Terra há aproximadamente 3,5 bilhões de anos. Existem evidências fósseis, os estromatólitos, que datam do Pré-Cambriano. Estromatólitos são formações calcárias dispostas em camadas, onde se encontram evidências de algas azuis. Possivelmente, foram os responsáveis pelo acúmulo de O2 na atmosfera primitiva, o que possibilitou o aparecimento da camada de Ozônio (O3), que retém parte da radiação ultra-violeta, permitindo a evolução de organismos mais sensíveis à radiação UV. As cianofíceas são pouco sensíveis a esta radiação, possuindo um sistema de reparo do material genético.

A fotossíntese em algas azuis é estimulada por baixos teores de O2, refletindo talvez, a adaptação à ausência de O2 livre na atmosfera do Pré-Cambriano.

Ocorrência

As algas azuis podem viver em ambientes extremamente diversos. A maioria é aquática de água doce, podendo sobreviver a temperaturas de até 74°C em fontes termais (ex. Synechococcus) ou a temperaturas muito baixas, de lagos antárticos, onde podem ocorrer sob a calota de gelo. Existem formas marinhas que resistem a altas salinidades, ou a períodos de dessecamento, como as cianofíceas que habitam o supra-litoral. Algumas formas são terrestres, vivendo sobre rochas ou solo úmido. Outras vivem em associações com fungos, como nos líquens Cora e Leptogium, entre outros. Ainda existem algumas que se associam a outros vegetais (Anthoceros, briófita; Azzola, pteridófita; Cycas, gimnosperma) ou a protozoários.

Morfologia

A organização do talo da maior parte das cianofíceas é muito simples. Podem ser unicelulares, coloniais ou filamentosas.

As formas filamentosas possuem filamento constituído por tricoma (sequência linear de células) envolvido por uma bainha de mucilagem (filamento=tricoma+bainha). Os filamentos podem ser unisseriados não ramificados ou ramificados. Podem ser ainda, plurisseriados.

Quanto a ramificação, pode-se reconhecer:

  1. Ramificação Verdadeira: quando a ramificação origina-se em consequência de uma mudança no plano de divisão da célula.
  2. Ramificação Falsa: quando a ramificação origina-se sem que haja uma mudança no plano de divisão da célula. Ocorre em formas que possuem uma bainha resistente ou espessa.

Organização celular

São organismos procariontes, sem apresentar portanto, um núcleo organizado ou organelas citoplasmáticas. O DNA está disperso no citoplasma. Fazem parte da organização celular:

  1. Parede celular;
  2. Bainha;
  3. Tilacóides;
  4. Pigmentos: clorofila a, ficobiliproteínas e carotenos;
  5. Carboxissomos (corpos poliédricos);
  6. Grânulos de amido;
  7. Grânulos de cianoficina;
  8. Grânulos de polifosfato;
  9. Vesículas de gás;
  10. Ribossomos.

Reprodução

Não se conhece reprodução gamética nas cianofíceas. Nunca se observou plasmogamia, no entanto, existem evidências de combinação gênica. Podem se reproduzir de várias formas:

  1. Simples divisão celular;
  2. Fragmentação;
  3. Hormogônios;
  4. Endósporo;
  5. Exósporo;
  6. Acineto.

Outros

As cianofíceas apresentam heterocisto, que é uma célula de conteúdo homogêneo, parede espessa, geralmente maior que a céluda vegetativa, de cor verde-amarelada que pode ocorrer em algumas cianofíceas filamentosas. Está relacionada com a fixação de N2.

Muitas cianofíceas unicelulares e filamentosas podem se movimentar quando em contato com o substrato, ou outras algas. Este movimento pode ocorrer em resposta a um estímulo luminoso. Possivelmente esta movimentação é decorrente da contração de microfibrilas presentes no protoplasto.

Certas algas azuis podem produzir toxinas e liberá-las para o meio onde vivem. As substâncias tóxicas isoladas até o presente a partir de cianofíceas de água doce são de dois tipos: alcalóides (neurotoxinas) ou peptídeos de baixo peso molecular (hepatotoxinas).

O grande valor econômico das cianofíceas está relacionado às formas fixadoras de Nitrogênio, que quando presentes ou adicionadas ao solo, podem em muitos casos, substituir ou reduzir a utilização de fertilizantes. Além disso, algumas cianofíceas são utilizadas como fonte de proteínas (ex. Spirulina).

Em ambientes anóxicos, algumas cianofíceas podem usar H2S como doador de elétrons, de modo semelhante ao que ocorre em bactérias fotossintetizantes. Têm, portanto, a habilidade de fotossintetizar sob condições aeróbicas ou anaeróbicas. São fototróficas anaeróbicas facultativas, e preenchem um importante nicho ecológico nos sistemas aquáticos.

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