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Aquecimento Global e Poluentes

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Os efeitos dos poluentes veiculares não se restringem ao âmbito das cidades. Os impactos são sentidos regionalmente, na acidez das chuvas que agridem cursos d’água, flora e fauna, e também mundialmente, no aumento médio da temperatura global.

Os veículos são os maiores consumidores individuais de derivados de petróleo e, por isto, os maiores emissores de dióxido de carbono (CO2), compostos orgânicos voláteis (COVs), óxidos de nitrogênio (NO), monóxido de carbono (CO), além dos clorofluorcarbonos (CFCs). Todos estes gases contribuem, direta ou indiretamente, para o aquecimento global. Além disso, os CFCs destroem a camada de ozônio na alta atmosfera, protetora natural contra os agressivos raios ultravioleta solares.

Anualmente cada carro joga à atmosfera uma quantidade de CO2 equivalente a 4 vezes seu peso. Mais de 4 bilhões de toneladas de CO2 são emitidas atualmente pelos veículos da frota mundial. Numa estimativa conservadora, as emissões deste gás, provenientes dos carros que circulam nas regiões metropolitanas de todo o mundo, totalizam algo entre 1,5 e 2 bilhões de toneladas anuais. E a situação tende a piorar: o atual aumento de tráfego implica crescimento das emissões do CO2 da ordem de, pelo menos, 2,5% ao ano.

O que irá acontecer se esta tendência continuar? O IPCC, órgão científico da ONU, desde 1990 tem advertido que, se as emissões continuarem no ritmo atual, a temperatura média global estará, antes do final do próximo século, 4ºC acima da encontrada no período pré-industrial. Esta elevação, segundo o IPCC, trará fortes mudanças climáticas, intensificando fenômenos já encontrados em algumas regiões, como secas ou fortes chuvas, furacões, maremotos e aparecimento de pragas. Poderá deslocar as zonas climáticas temperadas, tropicais etc., forçando a mudança de culturas agrícolas e dos padrões de uso e ocupação dos solos. Além disto, o previsto aumento do nível do mar – pelo degelo parcial das calotas polares – é extremamente preocupante para os países com grandes áreas baixas, como os insulares do Pacífico e Caribe, Bangladesh, Países Baixos etc.

Cabe aqui, ainda, registrar que diversos especialistas têm interpretado fenômenos climáticos recentes como manifestações concretas destas previsões. Dentre estes, as fortes ondas de calor e frio dos últimos verões e invernos do hemisfério norte, e o fato de os sete anos mais quentes já registrados terem ocorrido na última década

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